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segunda-feira, 1 de agosto de 2011






Quero o teu coração numa caixa de papelão, pousada em cima da minha cama. Cama de tantas noites passadas em branco. Uma caixa minha. Uma caixa que ninguém me tire.

Acordei com um beijo dado de leve nos meus lábios. Uma mão, que escorria pela minha face, tentado encontrar-lhe o fim. Não abri os olhos.
Tinha sido uma das nossas noites com velas no chão, e nos móveis, e pétalas na cama, e no chão. Depois pétalas em mim, beijos em mim, ora arrastados pelo ar, ora arrastados pelo chão.

Sussurrou-me ao ouvido, um amo-te. Como se quisesse que eu estivesse a dormir, mas soubesse que oiço tudo, mesmo em sonhos.


“Beija-me mais uma vez, arranca tudo o que não te deixa ver o meu corpo. Beija-o sem fim, incansavelmente. Deita-te sobre mim e faz com que me venha na tua boca.
Uma ultima vez, ate voltar a puder ser assim...”

domingo, 24 de julho de 2011





 Corre até mim, na tua fadiga habitual. Na fadiga que se deixa antever pela tua respiração acelerada e através da voracidade de cada beijo. Leva-me contigo por esses montes e vales que são o mundo e que fazem parte de ti.
Conta-me cada história a dois centímetros dos meus olhos e faz-me viver milhões de aventuras. Relembra-me a cada dia porque estas comigo e diz que amas e deliras com tudo o que te dou. Ensina-me a viver cada dia sobre o seu próprio limite.
Mostra-me o mar e os oceanos, dorme comigo em areia branca e faz-me vir sob a lua.

Confio-te o meu coração...

sábado, 23 de julho de 2011




Espero por ti, todos os dias  meu amor. Como se fosse o ultimo dia. O último dia que estarias fora do meu peito. Arranquei-te coração, para puderes voltar. Para pudermos ser o que éramos antes. Um só, sem comparação.
Corre por mim, ama-me sem teres duvidas. Sê tu mesmo, o pedaço de mim que sempre foste.

Sempre seremos assim. Sem interessar o que somos um ao outro, ou onde nos encontramos. Pertence-mo-nos. 


Eu no teu colo e tu com as mãos a minha volta.