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segunda-feira, 1 de agosto de 2011






Quero o teu coração numa caixa de papelão, pousada em cima da minha cama. Cama de tantas noites passadas em branco. Uma caixa minha. Uma caixa que ninguém me tire.

Acordei com um beijo dado de leve nos meus lábios. Uma mão, que escorria pela minha face, tentado encontrar-lhe o fim. Não abri os olhos.
Tinha sido uma das nossas noites com velas no chão, e nos móveis, e pétalas na cama, e no chão. Depois pétalas em mim, beijos em mim, ora arrastados pelo ar, ora arrastados pelo chão.

Sussurrou-me ao ouvido, um amo-te. Como se quisesse que eu estivesse a dormir, mas soubesse que oiço tudo, mesmo em sonhos.


“Beija-me mais uma vez, arranca tudo o que não te deixa ver o meu corpo. Beija-o sem fim, incansavelmente. Deita-te sobre mim e faz com que me venha na tua boca.
Uma ultima vez, ate voltar a puder ser assim...”